7 verdades que ninguém nunca contou a você sobre a “pretensão salarial” em entrevistas de emprego

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Porque temos tanta gente ainda com essa dúvida? Depois das diversas mensagens que tenho recebido sobre a melhor maneira de lidar com esse desafio, é hora de contar pra vocês como funciona o lado de lá (de quem recruta) e como isso impacta o lado de cá (do candidato). Esse é um post de esclarecimento que vem com uma sacola de intenções positivas e educativas para que você a carregue sempre que precisar.

Vamos lá?

1° verdade

Muita gente morre de medo, sente-se insegura e perdida quando questionada sobre o quanto quer ganhar quando participa de negociações salariais em entrevistas de emprego (seja CLT, PJ, Temporário, Horista, etc…). Qual é o motivo exato de nos sentirmos assim? Eu tenho a impressão de que aqui no Brasil sentimos desconforto na hora de falar sobre valores enquanto em países como nos Estados Unidos isso parece bem natural. Posso apostar que essa sensação esquisita que sentimos esteja desenhada na nossa cultura, ou seja, aqui no nosso país apelamos constantemente para tudo o que é “inho”, pequenininho, pouquinho, pedacinho, salarinho, etc. Talvez isso seja uma relação de causa-efeito quando alguém nos pergunta “qual a sua pretensão salarial” e você responde com aquele medo de estar fazendo a coisa errada, ou com medo de mostrar e defender o quanto você realmente quer ganhar (baseado, claro, na sua média salarial e piso para o setor em que atua).

Que tal deixar o “inho” e começar a aceitar o quanto , de fato, você quer ganhar (e sem medo?)

2° verdade

Existem zilhões de recrutadores (leia-se: pessoas que entrevistam/e/ou tomam decisões/filtram pessoas) despreparados para lidar com situações de negociação e conflitos. Fato. Existem outros milhões em preparo e em desenvolvimento e existem aqueles mais maduros para entender que o candidato não é um robô e não oferece ameaça à sociedade no momento de sua entrevista. A segunda verdade subentende que se você estiver com “medo” e com síndrome de “inho” na sua entrevista e se deparar com um recrutador que também tem medo de negociar, é provável que você tenha que girar a roleta da sorte para conseguir conversar com o gerente de contratação. dica: prepare-se mais do que o recrutador.

Como?

Passo 1: pesquise sua faixa salarial no mercado caso você esteja sem atividade remunerada ou um pouco mais afastado do cargo que você concorre. Muitas consultorias fazem um trabalho incrível de pesquisa e disponibilizam na internet as informações sobre esses resultados. Quem está disponível no mercado tende a ganhar o mesmo que o emprego anterior com pouca variação, mas não é uma regra.

Passo 2: Se você está trabalhando, mas há muito tempo sem mudar de emprego essa pesquisa se faz mais necessária. A base de pretensão salarial de quem está trabalhando e quer trocar de emprego está na média de 30% + dependendo do seu cargo, função, habilidade, do quanto o que você faz é requerido e importante para o cargo a que esteja concorrendo. E do quanto você tem se atualizado.

Vale lembrar que o preparo para negociar a “pretensão salarial” te coloca em vantagem competitiva no mercado.

3° verdade

“Tenho pretensão salarial de R$ 5.000,00″. Entrevistador: ” hum, este salário está muito alto para o que estou pagando, volto a entrar em contato com você, obrigada!”.

E lá se vai a sua chance de ir além na entrevista. Porque isso acontece?

Hipótese 1 – você pesquisou sobre sua faixa salarial atual e pediu de 30 a 40% a mais ou está sem atividade remunerada (disponível no mercado) e pediu um valor muito acima do que você recebia?

Hipótese 2 – antes de dizer a frio qual é o valor da sua pretensão, você perguntou ao selecionador/entrevistador qual é a faixa de remuneração da posição? Digo aqui que você pode ouvir que “isso não será disponibilizado” ou que “não é possível compartilhar” ou até mesmo que “a empresa está trabalhando com pretensão salarial”

Hipótese 3 – o entrevistador pode ter se assustado e não quis compartilhar, no entanto preferiu dispensá-lo e você sai da entrevista com uma sensação de que cometeu um erro. Reforço que muitos erros são falta de preparo, por isso, é importantíssimo estar ciente de que pesquisar a faixa salarial, obter referências de profissionais da sua área e conversar com o entrevistador (leia: NEGOCIAR) sobre a capacidade de pagamento da companhia são itens de série (leia: capacidade a desenvolver).

4° verdade

Se você estiver mais preparado, mais atual, com nível de vantagem competitiva mais desenvolvida pode conduzir melhor a negociação sobre salário. Recrutadores não são robôs, são pessoas preparadas ou em preparo para filtrar pessoas que possuem perfil adequado à uma posição na empresa. Candidatos também não são robôs, são pessoas preparadas ou em preparo para estar na frente de um entrevistador e colocar com clareza sua OFERTA em uma mesa de NEGOCIAÇÃO. Portanto, o “medo” e o “inho” precisam ser educados e atualizados.

5° verdade

“Estou desempregado, faço e aceito qualquer coisa. Posso reduzir o meu salário”

A verdade que ninguém te contou é que embora a intenção de quem deseja agir dessa forma possa parecer positiva por X motivos, essa frase soa para uma grande maioria de entrevistadores como falta de preparo e planejamento de sua carreira. Um grande mal que se multiplica há milhares de anos (e que bom que tem gente querendo fazer essa realidade mudar!) é deixarmos tudo para o último minuto, ou seja, no desespero do desemprego é que vou agir e tomar atitudes para não ficar sem dinheiro.

Gente, já é comprovado que isso não funciona mais e que está ficando fora de moda! Tomar decisões na hora e viver com impulsos desgovernados podem te impedir de enxergar caminhos muito mais fáceis e sem sofrimento para conquistá-lo! Já está na hora de planejar a nossa vida, nossas finanças e nossas decisões. Isso independe de condições exteriores, afinal, quando a “crise” chegar você pode ser afetado de uma maneira mais branda por estar mais preparado.

Nestas condições, peça um salário um pouco menor. Não é proibido. Mas, pense que se você ganha R$ 5.000,00 e concorre a uma posição que paga no máximo R$ 3.000,00 acredito que você vai desabafar mais vezes no Linkedin sobre o quanto você já mandou diversos currículos e já participou de X entrevistas e ninguém te contrata. Pode ser um dos fatores.

6° verdade

Avalie benefícios, carga horário, participação nos lucros, etc. Isso faz parte de um pacote chamado “REMUNERAÇÃO” Inclui benefícios e salário. Muita gente só avalia o salário. Tenho visto muitas empresas adotando as cartas-ofertas no momento de contratar um colaborador. Isso permite que o candidato avalie se deseja aceitar o valor ou negociar outro. Não precisa ter medo de fazer contra-oferta. Se o recrutador não vê essa atitude de uma forma positiva é ele quem precisa se atualizar.

7° verdade

Adote uma postura profissional. Vamos esquecer a palavra “a combinar”? Alguém inventou e todo mundo acreditou. Está na hora de sermos mais verdadeiros e mais negociadores. Como? se não tem certeza do valor que quer dizer, escreva: “FAIXA entre ____ e ____”.

Renata Tedesco – Founder, Administradora, Master em PNL, Recruitment Lover

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